Da janela do Chain Locker

 

Chain Locker FalmouthChain Locker é o segundo pub mais antigo em Falmouth, Cornwall.  O pub abriu em 1660 e é todo decorado com objetos náuticos e tem janelas grandes com vista como a da foto, para a baía. Está sempre cheio de velejadores, pescadores e jovens, é um lugar onde servem boa cerveja e comida caseira. Além das mesas dentro do pub, que tem um pé direito bem baixo, é possível sentar em mesas perto do cais. É um dos lugares onde melhor se sente a atmosfera da cidade.   (Chain Locker, Quay St, Falmouth)

Matarraña: a Toscana Espanhola até Barcelona

Matarraña, a Toscana Espanhola

Matarraña é uma área situada a noroeste de Teruel, cortada pelo rio que denomina a área. É um lugar ideal para os amantes da natureza, gastronomia e turismo rural.

A região é pontilhada de cidadezinhas que surgem no alto de morros e promontórios. Ela é conhecida por “A Toscana Espanhola” pelas diversas semelhanças com a Toscana na Itália pelas colinas, rios e cores das construções, as oliveiras e parreiras que contrastam com o azul intenso do céu sempre limpo nos períodos mais quentes. Com certeza não se compara com a área da Toscana na Itália em termos de arte.

Saímos de Alcañiz em direção a Valderrobes, primeira parada nessa região pouco explorada por turistas. Mesmo minha amiga espanhola, que mora em Barcelona, disse: Não tem nada a ver por lá! Sabe de uma coisa? Tinha!!!

De carro, sem parar em nenhuma cidade, chegaríamos a Barcelona em umas 4 horas, 4horas e pouco, mas 40 minutos tínhamos vencido os primeiros 40 km e  estacionamos perto da ponte de acesso a cidade em Valderrobes.

VALDERROBES

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A localidade, com uma população de 2189 habitantes tem 16,47 hab/km²,  foi declarada Conjunto Histórico Artístico. Passear por suas ruas e praças nos remete a época medieval. Podemos ver portais e casas de grande beleza. A Prefeitura (Aeuntamiento) fica num prédio datado do Sec. XVI de estilo renascentista. Não deixe de ver o Castelo Gótico e a Igreja de Santa Maria Maior (sec. XV).

O Estacionamento Público onde paramos o carro fica antes dessa vegetação a esquerda da foto. Ao atravessar a Ponte de Pedra entramos na parte antiga da cidade.

Valderrobes Ponte

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Era tão cedo que encontramos as ruas assim como podem ver nas fotos. Nenhum turista, nem morador.100_3861

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Pegamos a estrada de novo para ir para Beceite a 7,5 km de Valderrobes.100_3867

Em 10 minutos chegamos a cidade.

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paramos no centro da cidade histórica. Finalmente encontramos pessoas pelas ruas.

BECEITE, é um povoado de origem árabe, com uma população de 600  habitantes.

Foi declarado Bem de Interesse Cultural e Zona de Proteção Especial para as Aves.

Suas principais construções foram feitas na época cristã pelos templários como a Ponte e a Eremita de Santa Ana datadas do XVIIIe a antiga Igreja de la Virgen de a Cinta.

Beceite 1

A área mais antiga da cidade está localizada na parte mais elevada da ladeira da montanha, onde estão os edifícios mais antigos. Conserva vestígios da muralha que havia lá, como o portal de San Gregorio.

Puente de Piedra de 15 metros de altura construída entre os séculos XV e XVI, situada na entrada na entrada da cidade.

Beceite 2

igreja barroca de San Bartolomé construída entre os séculos XVII e XVIII.

Beceite 3

casa consistorial do século XVI, localizada na Plaza de la Constitución, onde podemos ver os cinco arcos do antigo mercado.

presoneta ao lado da Prefeitura (do Ayuntamiento) é onde fica a Oficina de Turismo e o Centro de Visitantes, era a torre que defendia a entrada da cidade e a sua população entre os séculos XVII e XIX. Foi também cárcere.

El Palau era um palácio do Arcebispo de Zaragoza, dono de toda região e ficava na parte alta da cidade.

De volta a estrada em direção a Cretas, passando novamente por Valderrobes.

CRETASCretas 2

Chegando em CRETAS(ou Queretes) , uma cidade com aproximadamente 600 habitantes, estacionamos no centro da cidade, a Plaza de España.Cretas 3

Entramos no Hotel Vila de Cretas para tomar um café. O rapaz que nos atendeu além de nos explicar o que ver e como andar na cidade ainda nos deu dicas preciosas do que fazer em Calaceite nossa parada seguinte.

No centro da  Plaza de España fica uma coluna, chamada “picota” datada de 1584 com o escudo da cidade ao alto. Antigamente essa coluna ficava fora das muralhas e era onde se enforcava os condenados.

É lindo passear pela ruas medievais da cidade velha aproveitando para curtir o conjunto patrimonial. Ruas com pouco movimento remetem o visitante a uma outra época. É outro ritmo.

A Capela de San Roque (s. XVII) junto a uma das portas das antigas muralhas ,

Cretas_Capilla_de_San_Roque

A casa dos Turull, uma construção de XVIII que era  uma família de construtores de órgãos de igreja que morou em Cretas nos séculos XVII e XVIII,cretas turull

a calha de alvenaria apoiada em suportes do antigo moinho da cidade

cretas molino de la villa100_3872

e a casa Sapera estão entre outras construções que podem ser vistas no passeio a pé pela cidade.

Cretas casa saperas

De Cretas, onze quilometros nos separava de Calaceite nossa próxima parada

CALACEITE

calaceite cidade
CALACEITE é um lindo povoado de origem Árabe com 1076 habitantes, que foi declarado Conjunto Histórico-Artístico. A origem do nome é Qal’at Zayd (Castelo dos Zayd) uma família nobre que se estabelece nessas terras férteis de Matarranya.

Vários assentamentos ibéricos se estabeleceram nos arredores de Calaceite e foram destruídos no período de romanização do país. Um deles, as ruinas do Tossal de Sant Antoni pode ser visitado por um acesso relativamente fácil numa subida a esquerda pouco antes de chegar a cidade.

Calaceite TossalNo caminho de volta a estrada para ir para Calaceite passamos pela Ermita de San Cristóbol

Calaceite Ermita San Cristobal

Chegando a cidade estacionamos bem onde o carro está parado. Era uma segunda-feira com menos movimento na cidade. pela informação dada pela moça da loja onde compramos uns imãs (vício, reconheço) não é possível passar de carro por ali nos finais de semana.

Calaceite Plaza

O prédio com um relógio em cima da janela do segundo andar é a prefeitura. Entrando pelos arcos você tem acesso ao interior e subindo o primeiro lance da escada, numa sala a esquerda, você consegue o mapa da cidade com indicação dos pontos a serem visitados.

CALACEITE Plaza 2

Passear pelas ruas de centro antigo da cidade, é uma experiência com uma surpresa em cada canto. Seu principal monumento religioso é a Igreja Paroquial  (sec. XVII), de estilo barroco, onde se destaca a entrada e a torre inacabada .

Calaceite Iglesia_de_la_Asuncion

Não deixe de ver o Portal de Orta y Capilla de San Antonio um dos dois portais dos quatro da antiga muralha que cercava a cidadeque ainda estão de pé . No sec. XVIII contruiram a Capela de Santo Antonio de Pádua em cima do portal. Uma das características da região é reciclar elementos defensivos como os portais para uso religioso. A capela só abre no dia de Santo Antonio e nos nove dias anteriores para a novena.  

Calaceite Portal de orta e Capilla Sto ant

O outro portal que ainda existe é o Portal de Maella e a Capela da Virgem del Pilar. A capela foi construída também no séc. XVIII, fica num terreno inclinado e tem quatro fachadas distintas.
Calaceite Maella Cap PilarCalaceite Maella Cap Pilar 2

a Cruz de Término (s. XVIII) de estilo gótico

Calaceite Cruz do Termino

e ande pela calle Maela para ver os balcões de ferro

Calaceite Calle Maella

e o Museu Joan Cabré com a coleção das descobertas arqueológicas de Cabré.

Já havia passado a hora de almoçar e a fome estava começando a incomodar. Seguindo a indicação lá de Cretas descemos da parte antiga para o Fonda de Alcala.

Calaceite Fonda Alcala 3IMG_2446

Paramos o carro bem em frente no estacionamento do restaurante

Calaceite Fonda Alcala estacCalaceite Fonda Alcala 2Calaceite Fonda Alcala bar

De Calaceite voltamos para a estrada e paramos em Gandesa 20 minutos a frente.  É uma cidade de pouco mais de 3000 habitantes que tem na Cooperativa Agrícola sua mais conhecida atração. A loja onde é possível comprar vinho, azeitona, frios e outros produtos fica ao lado do prédio que aparece na foto abaixo.

Gandesa Cooperativa

Depois de poucas mas pesadas compras, com uns quilinhos a mais na bagagem, partimos rumo a Barcelona, mas com uma parada planejada no caminho: El Perello! Você pode perguntar:  “Que lugar é esse?” ou “Perello? Como assim?” Pois é, esse é o sobrenome do marido, que todos os filhos e netos tem. Assim em homenagem a família, resolvemos visitar a cidade. Foi necessário vencer uma estradinha com muitas curvas e sobes e desces. Quando finalmente chegamos… O que encontramos? Pouco, amigos, muito pouco mesmo.

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Afinal El Perello chegou muito pouco perto do que gostaríamos que fosse, mas…

Homenagem prestada!! Até chegar a Barcelona ainda tínhamos umas duas horas. A estrada pela costa estava com trânsito pesado, com muitos caminhões. Nada semelhante com o das estradinhas por onde passamos nos últimos dias. Como a estrada passa por várias cidades e era no final do dia é fácil adivinhar que foi muuito cansativo.

Chegamos em Barcelona finalmente. Deixamos o carro loja da Europcar próximo da  Estação Sants. Sobre Barcelona? No próximo post.

Barcelona Sants

De Madrid a Barcelona

A distância entre Madrid e Barcelona é de 615 km. Se você for de carro vai levar entre 6 – 7 horas e gastar aproximadamente 100 euros, sendo 14 de pedágio e uns 86 de combustível (dados obtidos no http://www.viamichelin.com), se escolher a rodovia A2. Você pode também ir de avião e chegar em Barcelona em 1hora e 10min. sem contar o tempo gasto para chegar ao aeroporto com a antecedência necessária para embarcar, o tempo para receber sua bagagem no aeroporto e ir para o seu hotel ao chegar em Barcelona o que aumenta esse tempo para mais de 4 horas e vai te custar entre 50 – 100 euros fora os taxis ou metros para ir e vir do aeroporto. Pode escolher o trem que leva de 2:30 a  3:30 dependendo do horário e pode custar de 42 – 120 euros dependendo da antecedência com que você compre seu bilhete .

Nós acabamos fazendo o trajeto em dois dias!! Tinha visto um caminho alternativo passando pela região de Matarraña  (em catalão Matarranya) que é uma comarca de Aragão a leste da província de Teruel. Li que algumas pessoas chamam essa área da “Toscana Espanhola” pois é formada por cidades medievais cercadas de vinhedos e oliveiras.  Para chegar lá saindo de Madrid achamos algumas outras cidades interessantes pelo caminho que acabou ficando assim:

Madrid Barcelona

Madrid Bercelona

DIA 1   Madrid a Teruel via Cuenca

Saímos cedo de Madrid. Carro se mostrou a melhor opção pois as cidades eram muito pequenas, não tínhamos ideia de como seria o acesso e quanto tempo gastaríamos em cada uma delas e estávamos a caminho de Barcelona. É possível ir de trem. Leva cerca de 1 hora. A estação fica longe da cidade, então é necessário pegar um ônibus ao chegar. A dica que li foi de saltar no Castillo bem no alto da colina onde fica a cidade. Economiza a energia da subida!

Deixamos o hotel cedo. O rapaz da recepção disse que a Plaza de España, local da empresa onde marcamos pegar o carro alugado, era muito perto para ir de taxi e rapidinho chegaríamos lá a pé.  Tá, ele, sem mala. De fato foi menos de 1 km em uns 15 minutos. Tudo bem! Só que tinha uma mala grande e duas pequenas e não era plano. Sobrevivemos.

Antes de pegar a estrada passamos por dentro de Madrid: Gran Via, Paseo del Prado e seguindo logo depois da Estação Atocha para a estrada que corta a região de Castilla – La Mancha. Como era cedo, a cidade estava vazia e foi possível levar um última impressão dos pontos por onde havíamos passado a pé nos últimos dias.

Em menos de duas horas chegamos em Cuenca, uma cidade que em 1996 foi inscrita como Patrimônio Mundial da UNESCO que está localizada na confluência dos rios Júcar e Huécar, formando profundos canyons.

Como estávamos com mala escolhemos um estacionamento pago que havia visto na internet. Super organizado com circuito de TV e um elevador que nos levou a parte alta da cidade . Fica na  Calle Andrés de Cabrera, S/N

Parking Cuenca

Para os outros três estacionamentos da mesma empresa em Cuenca ver http://parclick.com/es/parking-Cuenca. Também é possível estacionar na rua, no Castillo sem custo caso encontre vaga. Depois de conhecer o lugar eu teria parado lá. O inconveniente é que você vai descer para conhecer a cidade, mas vai ter que subir para pegar o carro. E é uma boa ladeira!

O elevador do estacionamento nos deixou bem na parte mais baixa da cidade histórica. Subimos na direção da Plaza Mayor

Cuenca_Prefeitura e Plaza Mayor

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Cuenca Plaza Mayor

Cuenca  Artesanato

Cuenca – Artesanato

paramos na Oficina de Turismo, visitamos a Catedral

Cuenca Catedral

e os Tuneis de Afonso VIII que é parte do Projeto Cuenca Subterrânea.

Cuenca _Tunel1Cuenca_Tunel2

Esse projeto pretende valorizar a cidade subterrânea pesquisando os túneis existentes. A maioria são dutos de água da Idade Média. A idéia é trazer dados históricos para as lendas existentes de modo a aumentar o turismo, ter mais recursos educacionais e culturais para a cidade. O projeto é recente e foca, principalmente nos túneis de diferentes épocas: o aqueduto,as criptas das igrejas e os refúgios construídos durante a Guerra Civil.

Os Túneis de Afonso VIII fazem parte desse movimento de reconstrução. É um dos muitos refúgios antiaéreos da Guerra Civil que podemos encontrar em Cuenca. Têm várias entradas/saídas, alojamentos precário, locais para tratar dos feridos e para armazenar víveres. As explicações dos guias incluem a história de Cuenca. Fizemos uma visita teatralizada que foi muito interessante. Eles preservam a instalação elétrica da época, que mesmo sem ser utilizada mostra a situação em que viviam. O túnel e fica na calle Alfonso VIII, tem uns 90 metros de comprimento. No total são três entradas. Como anunciado no folheto distribuído pela Oficina de Turismo, onde compramos nossos tickets, a visita guiada tem a duração de 30 minutos e custa 3.50 Euros a visita comum (12:00 e 17:00) e 5 Euros a teatralizada (13:00 e 18:00)

Daí, seguimos para a parte alta que é o Barrio del Castillo onde, por indicação da dona de uma loja na Plaza Mayor, deveríamos comer.

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Cuenca subindo para o Barrio Castillo

No caminho de subida, descemos para ver as Casas Colgadas. Essas são as construções mais emblemáticas da cidade de Cuenca. Alguns dizem ser de origem muçulana, outros do sec XIV – XV. Hoje restam três casa que foram restauradas no século passado. Numa delas encontra-se o Museu Espanhol de Arte Abstrata

Casas Colgadas Cuenca

Fomos ao restaurante indicado por ela

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Restaurante El Caserío Cuenca

e escolhemos o “Plato Degustación” um prato que era uma degustação do melhor da culinária da região: Morteruelo (pasta de carne de lebre, perdiz, frango, jamon serrano, figado de cervo e temperos). Ajo Arriero (pure de batatas com alho, ovo e azeite) , Mojete (molho de tomate com atum ou bacalhau, azeite que se come com ovo cozido) e Pisto con Lomo (ensopado de lombo de cervo e legumes).

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A melhor vista das casas fica do outro lado da Ponte de San Pablo que atravessa o rio Huécar e leva ao Parador de Cuenca.

Cuenca Ponte San PabloChegamos finalmente na parte mais alta da cidade antiga o Barrio del Castillo

Cuenca_castilloAndamos de volta passando pelas ruas estreitas até o estacionamento e partimos para Teruel.

TERUEL

Mais uma cidade espanhola reconhecida como Patrimônio da Humanidade. Conhecida como Cidade do Amor por causa da história de Isabel de Segura e Diego de  Marcilla, os Amantes de Teruel . Seria somente uma parada para dormir, mas como chegamos cedo foi possível dar um bom passeio na cidade. Nosso hotel ficava bem próximo a ponte de  pedestres que dá acesso  a parte antiga da cidade.

Teruel ViadutoTeruel Viaduto 2

Chegamos ao Centro Histórico a tempo de visitar o Mausoléu dos Amantes. A histórias dos amantes Isabel de Segura e Diego de Marcilla é contada no site  http://www.teruelversionoriginal.es/Turismo/home.nsf/documento/los_amantes_de_teruel

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A história de amor dos Amantes de Teruel, se remonta ao século XIII. Ele, segundo filho de sua família, não tinha direto a herança enquanto ela era a filha única de uma das famílias mais ricas da cidade. Assim, os dois só poderiam se casar se ele conseguisse juntar uma riqueza suficiente para apresentar um  dote de acordo com as demandas da família de Isabel. Desse modo, o pai Isabel deu a Diego um prazo de cinco anos para que alcançasse esse objetivo. Ele se juntou as tropas cristãs que lutaram contra os muçulmanos com a promessa de retornar rico. Enquanto isso, Isabel esperava em Teruel, recusando propostas de casamento de muitos nobres da cidade sem atender aos desejos de seu pai de que se casasse o quanto antes.

Passado o prazo dado, e sem noticias de Diego, Isabel se casou, sem saber que Diego chegaria a cidade no dia seguinte cheio de riquezas. Ao saber que sua amada havia se casado com outro, Diego se atreveu a entrar nos aposentos dos recém casados para pedir a sua amada um primeiro e último beijo. Ela se negou, por ser casada e ele desprezado morreu. No dia seguinte, no enterro de Diego, consciente de sua desgraça, Isabel se aproximou do corpo sem vida de seu amado e, como reza a tradição, “deu na morte o beijo que havia negado em vida” para, em seguida, morrer ao lado de seu amor. O próprio marido de Isabel pediu que enterrassem os dois juntos. Minha amiga de Barcelona me disse que eles são conhecidos por ” Los amantes de Teruel, tonta ella y tonto él.” O Mausoléu fica ao lado da Catedral de San Piedro.

Teruel_Iglesia_de_San_Pedro

Depois da visita a Igreja jantamos num restaurante de tapas e pinchos chamado La Garriga que fica na Calle Abadia Se alguma vez for a Teruel não deixe de ir lá.

Teruel La barrica

Já estava escuro e a cidade iluminada ficou ainda mais bonita. Várias pessoas e famílias estava nas ruas e bares. Foi legal ver a cidade e seus moradores, sem turistas pois as pessoas que iam e vinham pelas ruas e pela ponte pareciam moradores saindo para seu passeio de domingo.

Cedo, no dia seguinte saímos em direção a Alcañiz, nosso próximo pernoite.

ALCAÑIZ

Desde que li um post num blog inglês sobre essa área o Parador Alcañiz passou a fazer parte da minha lista de “TENHO QUE IR”.

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Parador de Alcañiz

Como bem diz o anúncio ficar nesse hotel é como parar no tempo. Além de uma paisagem deslumbrante você se hospeda num prédio que é um patrimônio histórico.

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Chagando ao Parador Alcañiz

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Parador Alcañiz – entrada

O Parador de Alcañiz é um castelo – convento do século XII – XIII que conserva o campanário, a sacristia e a parte que foi transformada em palácio aragonês.

Os jardins e a fachada barroca completam o cenário de sonho.

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Parador Alcañiz – vista do jardim

O hotel tem um excelente restaurante e bar além de instalações super confortáveis.

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Foi uma ótima escolha preparando para a jornada do dia seguinte quando percorremos a “Toscana Espanhola”. Detalhes no link abaixo.

Matarraña – a Toscana Espanhola

TOLEDO

Um dos programas imperdíveis se você estiver em Madrid por mais do que 2 dias. Toledo é uma cidade medieval com influência cristã, islâmica e judaica. A  Cidade Histórica de Toledo está na Lista Oficial dos Bens de Patrimonio da Humanidade como um dos “Bens Culturais” desde 1986 por seus valores paisagísticos, seu entorno geográfico com o Rio Tejo contornando a cidade e suas ruas antigas e arquitetura preservada. Conhecida como a Cidade das Três Culturas, Toledo é um lugar de história e tradição. Toledo é também a cidade de Dom Quixote.

TOLEDO 2

É um passeio fácil de um dia a partir de Madrid pois você precisa de cerca de 30 minutos de trem para chegar lá. Compre a passagem de trem antes. Muito pouco provável você chegar na Estação Atocha, de onde partem os trens para Toledo e conseguir comprar para o próximo trem, principalmente se for no período da manhã. Caso não consiga, o que pode acontecer é ter que esperar uma próxima saída.
Ao chegar em Toledo, pegue o mapa da cidade na Oficina de Turismo da própria estação. Deixei para fazer na cidade e boa parte do tempo foi gasta tentado achar o caminho na cidade pois só encontramos a Oficina de Turismo depois de um bom tempo. Mapa-de-Toledo-Espanha

A Estación de Ferrocarril é uma construção muito antiga no estilo mudéjar que não é grande mas é muito linda. Vale várias fotos. Fica na parte baixa e a cidade de Toledo no alto.

Estação TGV Toledoestacion-de-ferrocarril Toledo

Há três maneiras de se ir da Estação de trem a Cidade: Taxi, ônibus e o Toledo City Tour no double decker. Todos bem na porta de saída da Estação. Não tem como errar. Se resolver pegar o taxi vá direto para a Catedral no centro da cidade. O ônibus (5, 5D, 51, 61 e 62) deixa na Plaza Zocodover que é a última parada onde todos devem descer. Custa 2,50 euros para adultos, cianças de 4 – 12 e maiores de 65 pagam 1 euro. Crianças de 0 – 3 anos não pagam.  O ônibus de dois andares ação de trem e pára na Ponte San Martin,  no Hotel AC Los Cigarrales e no Mirante del Mirador um dos mais bonitos ângulos da cidade para fotos antes de deixar as pessoas em Zacodover. Para mais detalhes atualizados de preço e horário ver http://www.toledocitytour.es.

Nos perdemos em Toledo o suficiente para passar por ruas que provavelmente não teriam sido vistas se estivéssemos com o mapa desde o primeiro momento. Isso foi muito interessante, mas como não conseguimos pegar o trem muito cedo em Madrid ficou corrido em alguns momentos. Precisamos voltar a Toledo para mais detalhes. Um relato muito interessante você pode ver em http://ideiasnamala.com/2011/09/08/toledo-em-um-dia blog da Mari Vidigal.

Como não gostar de Madrid?

PRIMEIRO DIA

Teresa, nossa amiga, insistiu demais que deveríamos ficar num Hostal da Calle Arenal. Mesmo já tendo reserva num outro hotel, me rendi aos argumentos da amiga e cancelei o que já estava reservado e fizemos nova reserva onde ela havia indicado.  Escolhemos o Hostal Ivor, que tinha um preço convidativo, localização sugerida e tinha elevador e ar condicionado. A escolha se mostrou acertada. Apesar de simples é uma ótima opção se você não faz questão de lobbys suntuosos e tratamento VIP. Todos muito atenciosos e prestativos e estávamos numa localização muito favorável.

Hostal Ivor 2

Depois de uma volta na Porta do Sol onde compramos nosso Sim Card da Orange com Internet e possibilidade de ligações para o Brasil com tarifas baixas, fomos almoçar. A fome era grande e por indicação da pessoa do hotel fomos a um restaurante próximo chamado El Rincón de Roque, na Calle San Martin. Almoçamos um menu de 14,90 euros com entrada, prato principal e sobremesa além de pão e uma garrafa de vinho. Preço e comida maravilhosos. Li alguns comentários sobre o restaurante depois no Trip Advisor falando de mal atendimento, mas nossa experiência foi super positiva. Muito amáveis e atenciosos.

A tarde fomos ao Museu do Prado. Como chegamos quase às 18:00 esperamos um pouco numa fila pois a entrada era grátis. A fila era bem longa e quase desistimos. mas quando abriram as bilheterias, andou super rápido e logo estávamos dentro do museu para ver as obras. Não se assuste!

O Horário do Museu é de 10:00 às 20:00 de segunda a sábado e de 10:00 às 19:00 domingos e feriados, O Museu está fechado nos dias 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro e nos dias 6 de janeiro, 24 e 31 de dezembro abre em horário reduzido de 10:00 às 14:00. A entrada custa 14 Euros e é gratuita para maiores de 65 anos, menores de 18 e estudantes entre 18 e 25 anos. A entrada é gratuita das 18h00 às 20h00 de terça-feira a sábado e das 17h00 às 20h00 no domingo.

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 A noite saímos para experimentar as tão faladas tapas e tivemos a primeira grande surpresa com Madrid. Que é a noite nessa cidade! Pessoas na rua até tarde, restaurantes e bares cheios e muita animação.
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Como tinha jogo semi final da Champions League a escolha de onde comer foi guiada principalmente por onde havia uma TV transmitindo a partida.
Entramos num pub meio escuro chamado “Forneria del Oro” que afinal tinha uma bebida e comida honestas.
Dai seguimos para a Porta do Sol passagem para nosso hotel.
Não resistimos ao apelo do Museu do Jamon com seu balcão repleto de pessoas saboreando os sanduiches e as birras em pé.
Museu del Jamon 1sowohl zum Einkaufen aber auch zum Probieren...

SEGUNDO DIA
Nas grandes cidades sempre achamos muito bom fazer logo o passeio no ônibus de dois andares. Aqueles que passam em todos os pontos turísticos importantes onde você pode saltar visitar e pegar o ônibus novamente. Em Madrid não foi diferente.
Pegamos o ônibus no ponto da Porta do Sol e depois de passar por várias áreas da cidade escolhemos saltar no Santiago Barnabéu para visitar o estádio do Real Madrid.
Por coincidência aquele seria dia de um jogo das quartas de final da Champions League e além da visita espetacular ao Estádio e ao Museu, pudemos ver como eles arrumam o estádio para a torcida com bandeiras em cada cadeira.
O almoço foi na Plaza Santa Ana no restaurante Café e Tapas.
No caminho de volta mais uma passadinha numa loja de material esportivo que tem na Porta do Sol onde com sorte encontra-se boas ofertas de camisas e objetos de times de futebol.
Depois de uma passadinha no hotel retomamos nosso tour de ônibus terminando no Mercado San Miguel que além de ser um lugar histórico e é o único mercado construído em ferro que existe hoje em dia em Madrid. Ele, que originalmente era um mercado ao ar livre, é hoje considerado um bem de interesse cultural na categoria de monumento. Fica na Plaza San Miguel e tem entradas na Plaza del Conde de Miranda e na Cava de San Miguel. O mercado é um exemplo da variedade gastronômica da Espanha, é um lugar onde as pessoas se encontram para degustar diversas comida, beber e se divertir.
Mercado San Miguel 1
Não deixem de experimentar as azeitonas recheadas (1 euro cada) e provar as várias tapas que são oferecidas. Vinhos mais variados e cerveja. Arranje uma cadeira num dos balcões ou uma mesa e pegue pequenas porções nas diversas lojas.
Mercado San Miguel 2
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 A noite voltamos ao pub para assistir a outra semi-finais da Champions League só que estava lotado. Mais a frente encontramos o La Carmela na Calle Victoria, 4 que serve comida uma comida mediterrânea gostosa. Fomos super bem atendidos, mesmo com a casa lotada.
La Carmela Madrid
TERCEIRO DIA
Escolhemos esse dia para visitar Toledo. Você pode saber tudo sobre essa visita no post sobre o passeio.
Aproveitando que a Estação de Atocha fica muito perto do Museu Reina Sofia e que chegamos no final da tarde com tempo de uma visita, fomos direto para o Museu mais uma vez com entrada grátis.
O Museu fica na Calle Santa Isabel 52  – 28012 – Madrid.
A Entrada custa 8 euros e fora terça quando não abre o museu pode ser visitado às segundas, quartas, quintas, sextas e sábados de 10:00  21:00 e aos domingos de 10:00 – 19:00. A entrada é gratuita de 19:00 – 21:00 todos os dias menos domingos que é de 13:30 – 19:00. Verificar no site do museu www/museureinasofia.es os dias quando o museu está fechado e aqueles quando a entrada é gratuita o dia inteiro.
reina sofia
No final da tarde fomos ao MERCADO SAN ANTÓN que fica em Chueca na Calle Augusto Figueroa, 24 – 28004 Madrid.
Mercado_San_Anton-07
Para chegar lá pegar o Metro para a estação Chueca ou Gran Vía ou os ônibus No. 147 e No. 15. Horario de funcionamento do mercado depende de que setor você deseja visitar.

No primeiro andar fica o Mercado Tradicional que abre de Segunda a Sábado de 10:00 a 22:00 e aos Domingos de 10:00 a 15:00. O Gastrobar “La Alacena de Víctor Montes”: de segunda a domingo de 10:00 a 12:30

No segundo andar encontram-se Show Cooking balcões oferecendo as mais diversas comidas que podem ser degustadas nas mesas no local ou levadas para casa.
De Segunda a Domingo de 11:00 a 24:00

No terceiro andar fica o Restaurante Terraza que abre de domingo a quinta  de 10:00 a 24:00 e sextas, sábados e vésperas de feriados de 10:00 a 1:30.

Seguimos depois para o Restaurante para assistir a outra partida semifinal da Champoins League.

QUARTO DIA

Iniciamos nosso último dia em Madrid com um café da manhã na Gran Via.
Gran Via
Passeamos pelas lojas e resolvemos almoçar no último andar do El Corte Inglês numa área com diversos restaurantes e mesas com vista panorâmica da cidade.
Daí fomos voltamos uma outra área bem movimentada à noite. A Plaza Santa Ana cercada de bares com diversas opções de comida e bebida.
Plaza Santa Ana 1
Plaza Santa Ana 2
De volta a pé para o hotel curtindo os últimos momentos dessa cidade vibrante que nos deixou com grande vontade de voltar mais uma vez.

Por terras espanholas – chegando a Madrid

Começamos nossa aventura espanhola por Madrid.

Depois de um voo direto do Rio a Madrid o que sobrou de nós dois chegou a capital espanhola. Às 9:30 de 21 de abril de 2015 pousamos no Aeroporto de Barajas que é um prédio de linhas arrojadas que nos surpreendeu pela arquitetura.

Madrid Barajas

Barrajas Interior

A dica de uma amiga era para pegar o metro e ir para a cidade. Isso nos pareceu no mínimo curioso. Pensamos que devia ser por ela morar na Espanha e viajar a Madrid com mala de cabine só. No balcão de informação turística do aeroporto recebemos a mesma orientação. Resultado lá fomos nós puxando nossas três malas: uma grande e as duas de cabine rumo ao metro.

Compramos o Metrobus que é um ticket válido para 10 viagens que custa 12,20 euros e pode ser usado por mais de uma pessoa.

metrobus tkt madrid

Você paga um acréscimo de 3 euros por sair do aeroporto. Vale a pena comprar já que o ticket individual custa 1,50 euros.

Barajas

Assim, já começamos com Madrid real na veia. Precisamos trocar de linha em duas estações o que não foi complicado pois  havia elevadores em todas elas. Uma única pequena escada  no nosso caminho, nenhum engarrafamento e por 2,50 euros fomos do aeroporto até o hotel! Minha amiga estava certa!

Saltamos na estação Opera e num segundo identificamos a rua do hotel e logo o próprio.

hostal Ivor

Amigos

Com um mapa na mão. É assim que eu gosto de viajar. Não tem GPS ou aplicativo que eu use e uso mesmo que substituam o prazer de abrir um mapa e ver onde estou ou por onde andei.

São os lugares dos meus mapas por onde andei que quero mostrar para vocês. Espero que curtam seus momentos aqui como curtimos nas nossas viagens.